http://guipereira.wordpress.com
Na prática, apenas uma mudança de endereço. But I think we need something new to get this blog’s spirits up.
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Na prática, apenas uma mudança de endereço. But I think we need something new to get this blog’s spirits up.
Posted in Miscellanea
E não é que deu certo no final, for a change?

Acho que isso merece uma certa reformulação do blog. Considerando que a partir de agosto estarei trabalhando, e que eu sou um workaholic danado, acho que vou transformar o blog em algum tipo de veículo de comunicação diferente. Mas preciso de sugestões de vocês também. So please, sound away.
Enquanto isso, vou aproveitar a noite de sono mais merecida e tranqüila desde o berçário.
Agora que a paranóia e single-mindedness dos últimos dois anos e meio terminaram, pelo menos enquanto não sei o resultado final, façamos um primeiro balanço do preço psicológico que se paga por passar tanto tempo estudando e praticando para um único momento como o CACD. Quem sabe nunca mais precise falar dessa prova mesmo.
Primeira previsão: se você, ao estudar para essa prova ou para qualquer outra que tenha impacto semelhante na sua vida futura, consegue sacrificar entretenimento, sua vida social, sua vida amorosa, seus planos, até sua cidade de residência tradicional para conseguir o que quer, meus parabéns, você está no caminho para ser um workaholic. Como concurseiro é um estado de espírito que eu não desejo a ninguém, salvo aos meus piores inimigos, ninguém decente permanece assim por muito tempo. Só que a inércia das coisas força a pessoa a buscar maneiras de manter o cérebro ativo. Se passar no concurso, a maneira mais natural de fazer isso é trabalhar. Voilà: nasce um workaholic.
Talvez seja um pouco cedo para avaliar, já que estou apenas há poucas horas livre desse estorvo. Mas eu já estou sentindo os efeitos de não ter que pensar em coisas relacionadas à prova 24h por dia. Isso necessariamente significa que tenho que resolver outras tantas questões e outros tantos problemas de todos os tipos que tive que empurrar com a barriga para chegar até aqui no CACD. Por um lado, é sinal que a vida está indo pra frente. Por outro, esses problemas empoeirados são… Desagradáveis.
Outra coisa que chama a atenção é como a relação com as pessoas muda durante e após as provas. Ontem mesmo, após encontrar alguns amigos após tudo ter terminado, elas até pareciam mais jovens, mais bonitas, mais amigáveis, mais humanas. A tensão de meses de estudo desconfigura a humanidade. Felizmente, entre ontem e hoje, pude ver que as pessoas voltam a ser gente.
O efeito mais curioso, no entanto, é o resultante da liberdade e do alívio que vêm depois do momento que você entrega a última prova. Eu ainda não acostumei com o fato que posso fazer coisas normais sem culpa. Não estou mais amarrado a leituras relacionadas ao concurso, nem a aulas no cursinho, nem a escrever usando a gramática e a estrutura de texto artificiais que pedem… O mundo parece novo.
Agora entro em um limbo, que considerarei como férias apesar dos trabalhos de mestrado, até o primeiro dia do mês de julho. Então saberei se todo esse esforço de um décimo da minha vida rendeu resultados ou não.
Posted in Personal, Real World | Tags: aprendizados, brasília, comportamento, concursos, desabafo, insights, life, português, razão, terapia
The good: passei na segunda fase do IRBr com uma nota infinitamente melhor do que esperava.
The bad: se eu achava que ia ter tempo para blogar antes, esse tempo acaba de sair voando pela janela.
The ugly: oito provas. E não sei nem por onde começar para tapar os buracos.
The beautiful: meu nome em um passaporte diplomático fará isso valer a pena.
Não esperem atualizações aqui até o dia 15 de junho. Aparecerei pouco no Twitter e em MSN/GTalk. But it’ll be worth it… I hope.
Eu não sei bem o que eu deveria escrever aqui. Já foi mais de mês e meio desde que publiquei algo, e a rotina desse mês e meio tem sido tão maluca que a inspiração para escrever ainda não voltou das férias forçadas.
Odeio ter que voltar a esse assunto, mas não dá para negar que, quando se tem uma prova tão importante pela frente, seu espaço para iniciativa própria fica bem reduzido. Sinto como se eu estivesse sendo jogado de uma aula para outra, de uma leitura à próxima, como se algum espírito me forçasse a mão a escrever 60 linhas sobre a integração de linhas bi-oceânicas de logística na América do Sul, ou 90 linhas sobre as propostas de reforma do sistema financeiro internacional. Embora o mestrado coloque minha cabeça para funcionar como um ser pensante e não um ser decorante, fica difícil aproveitar as não-poucas horas por semana que fico na UnB, se comparar com o peso das muitas e muitas horas que me dedico ao diabo do concurso.
De qualquer forma, cá estou, e tá mais do que na hora de fugir um pouco dessa temática. Prometo que será a última vez.
Notei recentemente que diversos veículos da mídia mais comum (como revistas semanais e programas da Globo) têm ficado alertas ao Twitter. Nota-se que a mídia brasileira não é lá muito rápida para coisas da internet – o pessoal mais antenado nesse mundo já está cansado de ler artigos sobre as mil e uma utilidades do bombril da comunicação rápida.
O problema é que, como aconteceu com o orkut e está acontecendo agora com o Facebook, o serviço vai virar modinha e ser infestado de pessoas que não conseguem entender direito como funciona o negócio, e assim transformá-lo apenas em mais uma maneira de gerar evasão de privacidade.
Da mesma forma que tem gente que coloca fotos ridículas no orkut e no Facebook, logo seremos rodeados por pessoas que usarão scripts para seguir milhares de pessoas na esperança de ter um igual número de seguidores, sem que acompanhem sequer 1% deles seriamente. No final das contas, vira uma bizarra batalha de egos.
Pelo menos podemos escolher quem seguimos, e nisso eu pelo menos tenho sido bastante criterioso – sigo quem eu já conheço pessoalmente, apenas, bem como colunistas, jornalistas e artistas que eu goste de acompanhar. Se as 90 e poucas pessoas que sigo já dão um excesso de informação considerável, imagino como deve ser com mais de 500.
Posted in Real World | Tags: brasília, cansaço, comportamento, comunicação, concursos, geek, internet, IRBr, português, tecnologia, twitter
Junte problemas técnicos com estafa mental e a proximidade de provas muito pesadas e complicadas, e o blog fica um pouco abandonado. Peço desculpas pelo sumiço mais uma vez, mas dessa vez eu realmente ficarei longe por mais um tempo. Se tudo der certo, entrarei em uma rotina praticamente monástica para estudar para a segunda fase do IRBr (para mim a mais tenebrosa); além disso, o computador passará um tempinho de férias na assistência técnica, andei abusando dele um bocado. Mas vocês ouvirão notícias minhas pelo Twitter.
Posted in Miscellanea | Tags: cansaço, intervalo, IRBr, problems, tecnologia, twitter
Clichês. Na mesma linha dos guaxinins do texto passado, clichês são outros espectros que nos assombram quando nossa vida se resume a uma mesma atividade por muito mais tempo do que deveria ser normal.
Pensei nisso após ouvir a trilha sonora de Amélie Poulain – quando/se algum dia casar, quero que a valsa a ser tocada seja a mencionada no título do presente texto. Nada de “Danúbio Azul” ou coisas do tipo. Algo diferente, mais simpático. Mas aí me apareceram outros tantos clichês possíveis na própria idéia de haver uma festa de casamento in the first place.
Não só isso. A vida nos cerca de clichês quase impossíveis de se escapar. Durante os estudos, temos que falar e seguir as mesmas formas batidas que o maldito Corretor quer ouvir, com pouca margem para alguma criatividade. Quando se conversa apenas de concursos ou vestibulares, nós já sabemos tudo que é possível falar sobre o diabo do assunto, sabemos as dicas, enfim, tudo que falei logo abaixo. Quando conseguimos sair desse ciclo vicioso e passamos a conversar com amigos, a não ser que você tenha uma luz divina inspirando criatividade e insight ou esteja lidando com algo realmente sui generis, os conselhos e problemas são quase sempre os mesmos. Terminamos a conversa, saímos para comer, e os restaurantes têm os mesmos clichês de tratamento, organização e business buzzwords. Vamos para as festas, e as músicas são todas iguais, com “letras” exortando a lascívia acumulada de um monte de gente que só sabe beber e fazer as mesmas brincadeiras sempre.
Talvez o clichê seja o preço que pagamos pelas comodidades da vida moderna, por assim dizer. Sacrificamos nossa criatividade para termos serviços, amigos e entretenimento à mão. Se tivéssemos que ser criativos sempre, talvez nossa vida fosse consideravelmente mais complicada. Ok, talvez seja um preço que eu estou disposto a pagar (gosto de coisas práticas), mas alguém concorda comigo que as coisas estão indo um pouco longe demais? Que a comodidade virou comodismo?
Posted in Real World | Tags: clichê, comodidade, comportamento, digressions, music
Bichinhos simpáticos, esses guaxinins. São conhecidos por duas coisas: suas patas, muito sensíveis ao toque, e sua curiosidade, normal para bichos silvestres como eles. Nós humanos inferiores temos bastante coisa a aprender dos guaxinins, especialmente no que diz respeito ao bom uso e intensidade desses dons.
Por algum motivo, quando um grupo de pessoas está engajado na mesma atividade, há algum tipo de ligação etérea que força suas mentes a apenas conversarem sobre dada atividade. Por algum motivo, qualquer tópico de conversa só rende se tiver alguma relação com a atividade que prende as atenções dessas pessoas durante a semana inteira, incessantemente. Nosso senso de curiosidade para qualquer outra coisa é desativado. Nosso lado guaxinim em querer conhecer coisas novas ou conversar sobre assuntos novos (ou mesmo velhos, desde que diferentes) desaparece.
Ao mesmo tempo, nosso tato para sentir as peculiaridades e discussões relativas a essa atividade se aguça. Conseguimos fazer análises e perceber detalhes que qualquer pessoa sadia não deveria precisar perceber. Observamos e sentimos todas as possíveis implicações desta ou daquela interpretação, mudança ou afirmação. Chega a ser algo doentio por vezes.
No caso em questão, estou falando da síndrome de concurseiro. Junte um grupo de concurseiros, e eles só falarão de concursos, por mais que essas pessoas sejam amigas de longa data, tenham muito mais coisas interessantes para conversar a respeito e saibam disso. Nossa curiosidade de saber como estão as vidas dessas pessoas vai para o ralo, enquanto nós passamos horas e horas a fio discutindo sobre a personalidade jurídica da União Européia.
Guaxinins são mais evoluídos do que nós porque eles sabem usar sua curiosidade e seu tato apurado para fins mais nobres – no caso deles, sobrevivência, mas no nosso, discussões sobre coisas relativamente pequenas perto do que amigos poderiam discutir entre si. Nós poderíamos ter a curiosidade de perguntar às pessoas como vai o resto da vida, e ter o tato (metafórico) de saber conversar com elas, comentar de outras coisas, fazer o papel de conselheiros… Y’know, friend stuff.
Pena que guaxinins não falam, tadinhos.
Posted in Real World | Tags: amigos, concursos, curiosidade, digressions, guaxinim, IRBr, tato
Pouco mais que dez dias em Brasília, e acho que já está mais do que na hora de colocar alguma atualização por aqui.
Primeiramente, passar uma semana sem internet, TV ou telefone é uma experiência, digamos, refrescante. Como não tinha nada pra fazer além de ler e ir para as aulas no cursinho, acabou sendo uma semana bastante produtiva nesse sentido, mas em algum momento o completo isolacionismo takes its toll. Instalamos internet na segunda-feira no apartamento, e é bom ter alguma ligação com o mundo lá fora, mas aí entra o outro custo disso, que é a queda na eficiência. Só que ficar sem internet me impede de me informar sobre o mundo real. É um equilíbrio delicado que estou aprendendo ainda a descobrir.
A estadia em BSB tem suas vantagens. Mesmo com a internet, o tempo rende. Não preciso gastar 40 minutos para ir e 40 para voltar do cursinho; se eu gastar 30 minutos na ida e na volta é muito. Poucas coisas estão a mais de 15 minutos de carro, sendo que em SP eu não esperava chegar a lugar algum em menos tempo que isso. Há restaurantes e padarias bons within walking distance, algo incomum em Brasília. E além de tudo tenho tempo para fazer as coisas que preciso fazer na casa e em outros lugares. Aquela sensação de “aperto temporal” que me assombrava em SP diminuiu bastante.
Há alguns trade-offs. A qualidade dos serviços por aqui é mediana, na melhor das hipóteses. Tem coisas que beiram o amadorismo. Em restaurantes, não se chama um garçom, abre-se temporada de caça aos ditos cujos. Atendimento em lojas é sofrível. Apenas alguns lugares se salvam, mas ainda assim esse é um aspecto no qual SP é anos-luz à frente. Além disso, depender de carro pra tudo é meio tenebroso pra um pedestre convicto como eu. Terei que tirar carteira de motorista de qualquer maneira, aqui não há como sobreviver sem isso…
Ainda não tive tempo de ter maiores insights sobre a vida longe do ninho. Como as coisas ainda estão se ajustando, tive que me preocupar mais com as questões operacionais da mudança do que com os efeitos dela. Mas com o tempo saberei dizer melhor.
De qualquer forma, as perspectivas são boas. O mestrado começa em março, alguns dias depois da primeira fase do CACD. A partir de março tudo fica bem mais interessante. Até lá, os meus passatempos serão escrever aqui no blog, ver seriados (Lost is back!) e ouvir música. Voltarei em breve com mais idéias boas.
Estou morando em Brasília agora. Estarei possivelmente incomunicável por algum tempo, já que estou em vias de garantir internet e telefone ainda. Mas aguardem, é bem provável que o novo ambiente (e o choque cultural resultante) garanta alguns textinhos novos por aqui.
Posted in Miscellanea, Personal | Tags: brasília, mudança